01 de fevereiro de 2022

Inverno cripto: 5 dicas para sobreviver ao mercado de baixa

Investir em criptomoedas é como uma longa viagem pelo mar: o destino é promissor, mas, para chegar lá, é preciso suportar o balanço das ondas e se ater à visão de longo prazo.

Enquanto o potencial de valorização motiva os investidores a se posicionarem no mercado, os momentos de queda de preço muitas vezes acabam pondo em cheque o otimismo sobre o futuro cripto – o que leva muitos a “pular do barco”.

 

Neste artigo, exploramos três dos maiores desafios comportamentais impostos pela volatilidade dos criptoativos e algumas dicas para resistir às baixas do mercado.

Desafios comportamentais do investidor de longo prazo

Um desafio é manter o foco na construção de valor pelo ecossistema, independente dos movimentos de mercado no curto prazo. Isso porque, enquanto os preços podem se mover muito rapidamente, a transição tecnológica que estamos vivendo envolve a adoção de cripto por empresas e governos – cujos processos de decisão tendem a ser lentos -, a integração de sistemas antigos com blockchains, a superação de dúvidas e, até, preconceitos sobre o novo paradigma.

Outro ponto importante é aceitar que os eventuais períodos de retorno negativo são normais. Inclusive, esses momentos não são exclusividade do mercado cripto: mesmo os títulos públicos, conhecidos como as aplicações de menor risco do mercado, podem ter quedas de preço em função de variações nas taxas de juros e inflação.

O terceiro desafio é olhar para cada ativo como parte de um plano maior. Sob esse ponto de vista, se você investiu apenas em projetos sólidos com grande potencial de valorização, não importa se alguns têm performance pior do que os demais ou até perdas: é muito difícil acertar precisamente quais os ativos que vão performar melhor, então o melhor a fazer é apostar em alguns com fundamentos sólidos.

Como sobreviver ao mercado de baixa

1. Invista apenas o que você está disposto a perder

Ouvindo as histórias de lucro rápido com cripto, pode ser tentador investir tudo o que se tem disponível nesses ativos para ter o maior impacto possível sobre a carteira de investimentos. E isso é justamente o que não se deve fazer.

Criptoativos têm um enorme potencial de valorização, sim, mas os preços também podem se manter baixos por longos períodos, ou, em alguns casos, até chegar a zero. Por isso, sua alocação deve ser grande o bastante para trazer algum impacto na carteira no longo prazo, mas suficientemente pequena para que mesmo perdas de quase todo o valor investido em cripto não afetem os seus objetivos financeiros – sugerimos alocar até 5% do portfólio nessa classe de ativos.

 

2. Monte uma carteira de investimento compatível com o seu perfil de risco

Idealmente, os investimentos são uma forma de facilitar o seu futuro e não uma fonte de estresse.

Se você não suporta ver perdas significativas no valor total da sua carteira, se você pode precisar dos recursos investidos em pouco tempo ou se esse valor é essencial para a subsistência da sua família, o portfólio precisa estar concentrado em ativos de baixo risco – mesmo que, para isso, você abra mão de melhores rentabilidades.

Faça um teste de perfil de investidor e encontre uma composição de carteira que seja compatível com o seu perfil de risco, ou seja, que equilibre os ganhos que você pretende ter com as perdas que seriam aceitáveis para chegar lá.

3. Não acompanhe os preços a toda hora

Grandes movimentações de preço comprovadamente afetam o estado emocional dos investidores, podendo causar muito estresse. Por isso, se você é um investidor de longo prazo, não deixe as flutuações do mercado perturbarem sua tranquilidade. Evite os canais alarmistas e, principalmente nos momentos de maior volatilidade, fique longe dos gráficos.

4. Tenha uma reserva de oportunidade

Para os investidores de longo prazo, cada queda de preço pode ser vista como uma oportunidade de reduzir o preço médio. Mas isso só se você tiver como comprar mais, certo? Por isso, quando tiver um montante razoável para investir, não tenha pressa para alocar tudo de uma vez. Guarde uma parte para aumentar sua exposição quando os ativos estiverem “com desconto”.

5. Diversifique

Cada criptoativo está sujeito a uma série de fatores que podem diferenciar tanto o potencial de valorização quanto as flutuações de preço no curto prazo. Por isso, é importante estar exposto a um conjunto de ativos que possam se compensar quando uns estiverem em baixa.

Busque exposição a diferentes nichos de cripto, como DeFiNFTsmetaverso, criptomoedas e plataformas de contratos inteligentes, e diversifique entre os tokens desses mercados. À medida que esses setores amadurecem, a correlação entre eles tende a diminuir – o que pode reduzir substancialmente o risco total da sua carteira de cripto.